Paris à noite, por Brassaï


Um rara mostra reúne fotos que o húngaro Brassaï fez nas madrugadas parisienses no início do século passado

Por Ivan Claudio (retirado da revista Istoé)

O fotógrafo húngaro Brassaï (1899-1984), mestre das imagens noturnas, nasceu na Transilvânia, terra na qual surgiram as lendas e a literatura sobre os vampiros “de verdade”. Mas seu gosto pela noite vem de hábitos mais mundanos e menos intelectualizados.Integrante do grupo de artistas que invadiram Paris no entre-guerras, ele era adepto do “flanerismo” boêmio: começava suas aventuras etílicas abrindo um bar e, na madrugada, já havia ajudado a fechar outros tantos – isso na boa companhia de Jean Cocteau, Henry Miller, Pablo Picasso ou Salvador Dali. Essas eram horas de diversão. Seu trabalho se iniciava mesmo no momento em que a agitação escasseava e outra gente tomava conta das esquinas. Brassaï montava então seu tripé e flagrava instantes mágicos da Cidade-Luz. Podia ser apenas a metrópole imponente em seus ângulos menos óbvios ou, então, a população que insistia em não cair no sono, na qual se incluíam, na mesma zona cinzenta, malandros, prostitutas, sem-teto e, claro, trabalhadores que começavam sua labuta antes dos primeiros raios de sol. Nessas horas, Gyula Halász, ou Brassaï (pseudônimo que vem de Brasso, cidade perto dos Cárpatos onde nasceu), assumia a fobia pela luz do dia. Queria apenas o lusco-fusco das horas mortas como se pode ver na exposição “Brassaï – Paris La Nuit”, que fica em cartaz no Espaço Cultural Unifor, em Fortaleza, e depois viaja para Recife, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Os policiais chamados “andorinhas” em razão da longa capa que usavam

Brassaï começou a fotografar por necessidade. Ele chegou a Paris vindo de estudos de arte em Budapeste e Berlim e, para sobreviver na cidade, passou a colaborar com revistas húngaras – escrevia a respeito de qualquer coisa, até sobre o Salão da Agricultura e a disputa de rúgbi entre a França e a Romênia. Para ilustrar os textos, inicialmente pedia a colaboração de amigos como os fotógrafos Eugène Atget e André Kertész. Mais tarde, passou ele próprio a assumir a produção das imagens. A ideia de fazer fotos à noite surgiu como interesse meramente pessoal em 1929. Três anos depois, um conjunto de 64 delas foi publicado no livro “Paris La Nuit”, considerado um clássico em termos de ensaios fotográficos e anterior ao registro da noite nova-iorquina feito por Weegee. A maior parte dessas imagens antológicas está na mostra, que reúne 98 fotos. Fazem-se presentes os fantásticos panoramas das estações de trem, dos metrôs e de monumentos públicos, sempre colhidos à contraluz. E também as fotografias mais abstratas, como a progressão geométrica dos calçamentos de ruas, tão nítidos e brilhantes que parecem ter sido lustrados antes do clique. Essas imagens encantam pela técnica: Brassaï se aproveitava da luz dos postes e, para criar efeitos, valia-se dos faróis de carros – o carro de Picasso sempre foi muito útil. As imagens que provocam mais a curiosidade são, contudo, aquelas do mundo dos cafés, bailes e casas de prostituição, como a famosa Chez Suzy. “O mais terrível na vida é o esquecimento. É por isso que fotografo”, disse Brassaï sobre a sua atividade. Graças a ele, essa Paris perdida no tempo ainda hoje nos encanta os olhos.

Fotógrafa registra seres mais antigos do planeta

llareta, uma espécie aparentada da salsinha encontrada no deserto do Atacama

Do Deserto do Atacama, no Chile, ao Japão e Groenlândia, passando por paisagens submarinas na ilha de Tobago, a fotógrafa americana Rachel Sussman roda o mundo desde 2004 atrás de seres e organismos que, segundo ela, são os mais antigos do planeta.

O projeto começou com uma viagem de Sussman para registrar uma árvore que teria cerca de 2,2 mil anos, na ilha de Yokushima, no Japão. A partir daí, ela teve a ideia de catalogar espécies por sua longevidade.

“Os seres vivos mais antigos do mundo” (The Oldest Living Things, no título original) se transformou em uma exposição itinerante que também gira o mundo.

Sussman estabeleceu dois critérios para a escolha dos seres a serem fotografados: idade igual ou superior a 2 mil anos e vida ininterrupta durante este período.

O que começou como uma curiosidade da fotógrafa acabou virando um trabalho sério, com cientistas contactando-a para dar dicas sobre seres milenares.

Veja mais fotos da exposição

Foi assim que ela chegou até a Llareta, no deserto de Atacama, uma espécie aparentada da salsinha que parece um tumor ou uma pedra verde brotando do solo.

Em uma viagem à Namíbia, Sussman clicou a planta welwitschia, uma espécie de árvore que só dá duas folhas e teria mais de 2 mil anos.

Exposta às violentas tempestades de areia do deserto, essas folhas são cortadas e acabam parecendo um emaranhado de fitas verdes.

O projeto levou Sussman ao Instituto Niels Bohr, em Copenhague, na Dinamarca, onde ela fotografou um grupo de actinobactérias que teria nada menos que meio milhão de anos e foi encontrado no solo congelado da Sibéria.

As informações são da BBC Brasil

Mostra na Tate Modern traça história do voyerismo

Weegee / International Center of Photography / Getty Images

Fotografia do grande Weegee

Uma exposição na conceituada galeria Tate Modern em Londres mostra como os avanços da tecnologia mudaram a forma como satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros. Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera (Exposto: Voyeurismo, Vigilância e a Câmera) é o nome da exposição, que apresenta 250 fotos ou vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem.

As imagens datam do fim do século 19 aos dias atuais. Naquela época, não havia lentes poderosas nem celulares com câmeras, o que obrigava os “voyeurs” a tirar fotos secretas com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos.

Veja mais fotos da exposição

Uma exposição na conceituada galeria Tate Modern em Londres mostra como os avanços da tecnologia mudaram a forma como satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros. Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera (Exposto: Voyeurismo, Vigilância e a Câmera) é o nome da exposição, que apresenta 250 fotos ou vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem.

As imagens datam do fim do século 19 aos dias atuais. Naquela época, não havia lentes poderosas nem celulares com câmeras, o que obrigava os “voyeurs” a tirar fotos secretas com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos.

Texto: BBC Brasil
Fonte: Divirta-se

BH in Love – exposição de vestidos de noiva com grandes fotógrafos de casamento

Foto de Vinícius Matos

Foto: Vinícius Matos

Entre os dias 17 e 30 de maio, com curadoria de Zuza Nacif, o Pátio Savassi apresenta a exposição “BH in Love”, com as dez principais grifes de moda e acessórios para noivas de Minas Gerais e as mais fortes tendências do mercado internacional.

Um dos grandes destaques da exposição será uma réplica do vestido de noiva de Grace Kelly, feita pelo estilista Ricardo Melo. As fotos deste vestido, feitas por Cristina Lima, também estarão na mostra.

Para Rejane Duarte, gerente de Marketing do Pátio Savassi, a proposta do projeto é a de aproximar o público do que há de bom gosto no segmento. Além de Ricardo Melo, estarão no evento as marcas Idea Sposa, Poizon, Patrícia Nascimento, Danielle Benício, Giulliano Oliva, Organza, Bouquet Tetê Rezende, Marília Pitta e Pedro Muraro.

Foto de  Márcia Charnizon

Foto: Márcia Charnizon

“Casamento é um momento único para os noivos e familiares, e cada vez mais, tem se investido em fotógrafos com olhares singulares para registrarem de maneira poética toda a atmosfera de amor, carinho, expectativa, sonhos e desejos”, avalia Zuza Nacif.

A mostra “BH in Love” trará para os corredores do Pátio Savassi as obras de renomados fotógrafos como Márcia Charnizon, uma das mais prestigiadas fotógrafas de casamento. Em 2009, um de seus trabalhos ganhou o 2º lugar no prêmio PX3, em Paris, e, este ano, entrou para a galeria de vencedores do concurso da Revista PDM, publicação mais conceituada do setor.

Márcia vai expor quatro fotos, de acordo com ela, lúdicas e divertidas. “Os casamentos sempre tem um recorte poético e é exatamente isso que quero mostrar. Minha intenção é confundir as pessoas que virem as fotos. Quero que elas fiquem na dúvida se a imagem é posada ou é real, se é uma noiva de verdade ou se é modelo”, destaca a fotógrafa.

Vinicius Matos, da La Foto, será outro profissional a expor seu trabalho. Considerado como o fotógrafo de casamento número um do mundo pelo International Society of Wedding Photographers – ISWP, a mais importante associação mundial do segmento, Vinícius alcançou o topo da lista mais cobiçada do planeta, sendo o único brasileiro no top 20 do mundo, segundo o ISWP.

Texto de Henrique Ribas
Fonte: http://www.escoladeimagem.com.br/blog

Foto de Vinícius Matos

Foto de Vinícius Matos

Fotógrafo de 92 anos é homenageado em Minas

Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"

Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"

O sorriso feliz é de quem está perto de uma grande amiga, daquelas que acompanharam momentos de pura emoção em várias etapas da vida – noite e dia, sob sol ou chuva. Com total intimidade, o fotógrafo Assis Alves Horta, de 92 anos, regula o diafragma da primeira máquina de estúdio que comprou, em 1936, a francesa da marca Gilles-Faller, e diz, orgulhoso, que o pano escuro para impedir a entrada de luz é original de fábrica.

Para mostrar a importância da peça na trajetória pessoal e profissional, o mineiro de Diamantina a colocou num lugar de destaque na sala da sua casa, no Bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte, cidade onde vive com a família há 35 anos. “Fotografia é arte gostosa, eterna, uma lembrança que fica para sempre”, conta, ao lado da mulher ,Maria Monteiro Horta, de 92, com quem está casado há 68 anos.

A sala ainda reserva muito espaço para fotografias em preto e branco e coloridas feitas por Assis, que, com o seu trabalho, se tornou um dos maiores defensores do patrimônio cultural de Minas. Durante sete décadas ele percorreu as cidades históricas, a começar pela sua Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, documentando tudo o que fosse relevante e estivesse na mira: imagens sacras, casarões, interior e fachada de igrejas, ruas e praças, cerimônias religiosas, num total de 60 mil registros.

Por isso mesmo, acaba de receber homenagens e reconhecimento do Ministério Público Estadual, via Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), que ainda promoveu pequena mostra de fotografias e equipamentos, encerrada na sexta-feira, na Procuradoria-Geral de Justiça, na capital.

Para quem não viu, resta a oportunidade de visitar o Museu do Diamante, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Diamantina, e ver a exposição permanente Diamantina 360 graus – sob o olhar de Assis Horta, convida a diretora da instituição, Lílian Oliveira. Para setembro, está prevista outra mostra na cidade, com o nome Festas e, desta vez, de caráter itinerante.

Na campanha de recuperação do acervo desaparecido de museus, igrejas, capelas e monumento mineiros, que completa sete anos e é integrada por diversos órgãos estaduais e federais, “seu” Assis, como é conhecido, tem papel de destaque. “Ele forneceu fotografias antigas e informações preciosas para abastecer o banco de dados sobre bens sacros furtados do estado.

Em fevereiro, nos cedeu três fotos inéditas, datadas de 1936 e em ângulos diferentes, retratando a imagem de Santana Mestra da igreja matriz do distrito de Inhaí, em Diamantina. A peça foi furtada em 1997 e está sendo procurada pelas autoridades”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do CPPC, Marcos Paulo de Souza Miranda.

Texto de Gustavo Werneck/Estado de Minas
Fonte: Portal Uai

Festa da Música reúne artistas consagrados e jovens talentos

O bruxo dos sons Hermeto Pascoal promete transformar o mundo em música absoluta

O bruxo dos sons Hermeto Pascoal promete transformar o mundo em música absoluta

Abra sua agenda e comece a reservar bastante espaço porque a quarta edição da Festa da Música está chegando. A partir do dia 28, serão 10 dias de shows gratuitos em 10 espaços de Belo Horizonte, num total de 50 atrações mineiras e de outros estados. Como de costume, o maior e mais democrático evento musical da cidade tem em sua extensa programação nomes de peso, como Hermeto Pascoal, Toninho Ferragutti, Juarez Moreira, Paulo Moura e Pau Brasil, e também jovens talentos, caso de Gabriel Grossi, Chico Pinheiro, Daniel Santiago e Dudu Braga. A realização é da Fundação Assis Chateaubriand.

Inspirada na Fête de la Musique, criada na França há 28 anos para celebrar a chegada do verão (quando os dias são mais longos por lá), a Festa da Música da capital mineira atraiu, em 2007, nada menos que 100 mil pessoas. O feito foi repetido no ano seguinte, mas ano passado, por causa da chuva (o evento foi realizado em outubro), o público caiu para 80 mil pessoas. “Este ano, nossa expectativa é atingir 120 mil pessoas, pois outono é estação de pouca chuva e temperatura amena”, estima Cristina Sabino, produtora executiva da Festa da Música.

Os novos espaços escolhidos para abrigar as apresentações são o CentoeQuatro (Praça da Estação), a Praça Tom Jobim (Santa Efigênia) e Feira Modelo (Rua Araguari, entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho). Além deles, estão as praças do Papa, JK, Diogo de Vasconcelos, da Liberdade, Nova da Pampulha e de Santa Tereza, o Museu de Artes e Ofícios, Teatro Alterosa e Parque Municipal. “Uma das preocupações foi privilegiar a escolha de espaços que atendam as necessidades de portadores de deficiência e idosos”, acrescenta Cristina.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA 4ª EDIÇÃO DA FESTA DA MÚSICA

“Este ano, realizaremos apenas pequenos ajustes para atender a demanda do público, que sempre nos envia sugestões e opiniões sobre o projeto. Distribuímos as atrações de forma menos concentrada, permitindo que as pessoas possam assistir mais de um espetáculo por dia”, conta. Em alguns momentos, como no primeiro sábado do evento, a programação começa na Praça Tom Jobim, no início da tarde, passa pelo Museu de Artes e Ofícios, e termina às 21h, na Praça do Papa, totalizando seis atrações.

O clarinetista Paulo Moura mostra que a boa arte instrumental vai da gafieira ao jazz

O clarinetista Paulo Moura mostra que a boa arte instrumental vai da gafieira ao jazz

A música instrumental continua ocupando maior espaço, embora vocais apareçam aqui e ali, caso do Vozes do Morro; Tulião Mourão e Titane; Tizumba e Cortejo Tambor Mineiro; e da Banda do Síndico, que reúne músicos que tocaram com Tim Maia, para interpretar os sucessos dele ora em formato instrumental, ora com o cantor Bruno Maia. “Ele não é parente do Tim. Escolhemos pelo timbre de voz ser parecido e por ser alegre no palco e fã dessa música. Tim Maia gostava muito de música instrumental, pois veio da escola norte-americana, ouvia muito jazz, muito funk”, conta Silvério Pontes, integrante da Banda do Síndico.

No gogó

E por falar em voz, o alagoano Hermeto Pascoal, uma das principais atrações da Festa da Música, manda aviso ao público interessado em conferir seu show: “O pessoal tem de esquentar o gogó antes de sair de casa”. É que o show que ele apresentará com seu grupo (a mulher, Aline, e o filho, Fábio, fazem parte) inclui vários momentos de improviso vocal e interação com o público. Para não fazer feio na hora, ele recomenda gargarejar com uma mistura de água morna, limão, vinagre e um pouquinho de sal. O músico diz que repertório e arranjos podem sofrer alterações até mesmo quando já estiver no palco, mas garante para sua apresentação, dia 30, músicas como Os gritos, Irmãos latinos e Tamancos e pilão.

Já o cavaquinista Ausier Vinicius, veterano do choro na cidade, sabe exatamente o que vai mostrar para o público. “Desde ano passado, eu e meu grupo estamos fazendo apresentações em homenagem a Waldir Azevedo. Fiz resgate de baiões, boleros e um punhados de frevos dele que ninguém conhece”, conta. Fundador do Pedacinhos do Céu, reduto do choro inaugurado em 1996, ele se apresenta constantemente no local acompanhado por grupo que leva o nome da casa. Os mesmos músicos estarão com ele no show do dia 29, quando receberá no palco convidado de Uberaba, o também cavaquinista Fausto Reis, especialista na obra de Waldir.

Texto de Eduardo Tristão Girão
Fonte: Divirta-se

Bienal do Livro

José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, aposta no aumento do público

José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, aposta no aumento do público

Evento no Expominas espera atrair 250 mil visitantes até o dia 23 de maio em Belo Horizonte

Uma programação rica e diversificada, com livros de todos os gêneros e para todo os gostos foi preparada para receber os cerca de 250 mil visitantes que estão sendo esperados no Expominas, de hoje ao dia 23, quando será realizada a segunda edição da Bienal do Livro de Minas. Promovida pela Câmara Mineira do Livro, em parceria com a Fagga Eventos, este ano a bienal contará com número ampliado de sessões no Café literário, no qual estarão presentes – para falar sobre suas obras e seu processo criativo – nomes conhecidos da literatura brasileira, como Rubem Alves, Frei Betto, Zuenir Ventura, Alberto Mussa, Menalton Braff, Ignácio de Loyola Brandão e Ruy Castro.

A Arena jovem, espaço descontraído dedicado ao público infanto-juvenil, receberá escritores e personalidades de diferentes áreas – artistas, músicos, jornalistas e educadores –, para conversar com adolescentes e jovens sobre comportamento, educação, redes sociais, futebol, música e outros temas. Entre os presentes, Marcelino Freire, Fernando Brant, Elizete Lisboa e Gisele Nogueira.

CONFIRA OS DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Novidade na bienal, que este ano homenageia o escritor Rosário Fusco, de Cataguases, pelo centenário de seu nascimento, será o Circo das letras, no qual os visitantes terão contato direto com o universo dos livros. Haverá também a Goleada literária, com palestras feitas por jogadores e técnicos de futebol e lançamento de livros sobre o tema. O evento tem inspiração na Copa do Mundo, que começa em junho, na África do Sul. No Auditório José Mindlin, entre outros eventos, haverá a sessão sobre o tema “O que é qualidade em literatura infanto-juvenil?. Com a palavra, escritores, ilustradores e educadores”. Confirmaram sua participação Bartolomeu Campos Queirós, Leo Cunha, Marilda Castanha e Rosa Helena Mendonça.

Guiomar de Grammont avisa que o objetivo é atrair cada vez mais gente de todas as idadesCELEBRAÇÃO

A curadora da bienal, escritora e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Guiomar de Grammont, afirma que, este ano, além de terem diversificado a programação, eles procuraram oferecer ao público vasto leque de opções. “Queremos atrair cada vez mais pessoas de todas as idades e classes sociais para as bienais, e tenho certeza de que alcançaremos nosso objetivo. Também fizemos questão de prestigiar escritores mineiros que moram em Minas, e vários deles estarão participando do Café literário, da Arena jovem e lançando seus livros, numa interação direta com o público”, disse Guiomar.

Entre eles, confirmaram presença autores como Leida Reis, Christiane Tassis, Pedro Maciel, Luis Giffoni, Jaime Prado Gouvêa e Angela-Lago. Para José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, se a primeira bienal foi um sucesso, a segunda será ainda mais concorrida, inclusive com um número muito maior de visitantes. “Tudo foi preparado com muito carinho, trabalhamos com afinco e tenho certeza de que todos se sentirão à vontade nessa festa de celebração aos livros e à cultura”, disse.

Foram investidos no evento R$ 3,6 milhões, 25% a mais que em 2008. Aproximadamente 90 autores deverão passar pela Arena jovem e pelo Café literário, que, hoje, na abertura, às 12h30, terá sessão intitulada Amigos para sempre, em homenagem o ex-presidente Tancredo Neves, pelo centenário do seu nascimento.

PRAÇA MULTIMÍDIA

Os veículos dos Diários Associados estarão presentes na Bienal do Livro com uma praça multimídia no Expominas. O local, também ponto de descanso para quem passar pelo evento, terá banca com típico jornaleiro, com os jornais Estado de Minas e Aqui do dia e as revistas Ragga e Hit para degustação do visitante. A trilha sonora do espaço tocará o bom gosto da Guarani FM. A TV Alterosa também marca presença na praça com seus programas. Quiosques com computadores conectados no portal Uai e nos portais de Classificados Vrum (automóveis), Lugar Certo (imóveis) e Admite-se (empregos) estarão à disposição do público para navegação.

BIENAL DO LIVRO
De 14 a 23 de maio no Expominas, Avenida Amazonas, 6.030, Bairro Gameleira. Horário de funcionamento: sexta, das 12h às 22h; sábado e domingo, das 10h às 22h; de 17 a 21, das 9h às 22h; dias 22 e 23, das 10 às 22h. Ingressos: de segunda a sexta, R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada); sábados e domingos, R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Estudantes devem apresentar documento de identificação estudantil com data de validade (se não houve a data, é necessário outro documento que comprove a matrícula ou freqüência, junto com identidade). Idosos devem apresentar identidade. Menores de 1m não pagam. Acesso: O Expominas é ligado diretamente à estação Gameleira do Metrô de BH. Confira os ônibus que dão acesso ao local no site: www.bienaldolivrominas.com.br. Estacionamento: veículos, R$ 15; motos, R$ 7,50; ônibus, R$ 45.

Fonte: Divirta-se

CidadeEletronika: Intervenções urbanas, debates, picnic e muito mais

De 10 a 16 de maio de 2010 acontece em Belo Horizonte, o CidadeEletronika, um evento criativo sobre cidade, urbanismo, intervenção urbana e afins. Entre os participantes estão: Poro, Guto Lacaz, GIA, Projeto Pedregulho, MOM, Frederico Pessoa, KazaVazia, Embolex, Mondkopf, Nydia Negromonte, Piseagrama, Renata Marquez, Wellington Cançado, Roberto Andrés e Fernanda Regaldo, Marcelo e Marconi Drumond, Adriano Mattos.

Confira a programação e participe:

10 e 11 :: MOSTRA DE VÍDEO ARTE.MOV

Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis

Segunda e terça, dias 10 e 11, das 19h às 20h
Auditório da Escola de Arquitetura da UFMG
Sujeito a lotação (140 lugares)

SEG 10: MOSTRA COMPETITIVA
Seleção feita a partir dos mais de 2.000 trabalhos inscritos nas quatro edições do festival
Videos criados para celulares ou outros meios de fácil acesso, exibidos em telas pequenas ou de baixa definição, na Internet, nas redes sociais
Curadoria: Lucas Bambozzi, Rodrigo Minelli e Marcus Bastos

TER 11: PROGRAMA ARTES LOCATIVAS
Registros de performances, projetos e obras que envolvem artes locativas criadas por artistas do mundo inteiro: Os Duelistas ||| Videoman – videointervenções móveis em contextos urbanos específicos ||| Meu nome é Ronaldo ||| Paintersflat.net ||| Hundekopf, Knife and Fork ||| Can you see me now? Shefield ||| Loca

12 a 15 :: MESAS

De quarta a sábado, 12 a 15 de maio, das 19h às 22h
Auditório da Escola de Arquitetura da UFMG
Sujeito a lotação (140 lugares)

QUA 12 :: PISEAGRAMA
Os rumos atuais das cidades, seu desenvolvimento e sua regulação urbana
Mediadora: Fernanda Regaldo / Cientista política e editora de PISEAGRAMA / BH
Debatedores:
Marcos Vinícius Poliano / Coordenador do projeto Manuelzão  www.manuelzao.ufmg.br
Maria Caldas / Consultora técnica especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas . www.pbh.gov.br
Roberto Andrés / Arquiteto, professor da UFMG, editor de PISEAGRAMA.

QUI 13 :: OMEMHOBJETO
Reflexão sobre a capacidade do design e da criação em transformar a sociedade
Mediadora: Renata Marquez / Artista, Arquiteta, Professora de Design e Arquitetura na UFMG
Debatedores:
Guto Lacaz / Artista multimídia – SP
Marcelo Drummond / Artista gráfico e Professor da Escola de Belas Artes da UFMG

SEX 14 :: PEDREGULHO
O papel das artes na recriação e resignificação do mundo contemporâneo
Mediador: Wellington Cançado / Arquiteto e Professor de Design e Arquitetura na UFMG
Debatedores:
Bia Lemos / Curadora e propositora Projeto Pedregulho – RJ
Cris Ribas / Curadora e propositora Projeto Pedregulho – SP
Marconi Drummond / Curador do Museu de Arte da Pampulha / MAP – BH
KazaVazia / Coletivo de arte – BH

SAB 15 :: PALESTRA-SHOW PORO + GIA

19h
Exibição do documentário “PORO: intervenções urbanas e ações efêmeras” (PORO / AIC)
19:30h
Palestra-Show do Grupo de Interferência Ambiental-GIA / Salvador
Mediador: PORO – Marcelo Terça-Nada! e Brígida Campbell / BH
21:00h
Lançamento do CD SambaGIA (Amnésia Discos, 2009)
Primeiro projeto musical do GIA. Um trabalho que aproveita a força de aglomeração do samba, para registrar as ações urbanas e situações ambientais propostas e vivenciadas pelo grupo.

LANÇAMENTOS DE LIVROS

QUI 13 :: 21H :: ESCOLA DE ARQUITETURA

OMEMHOBJETO
GUTO LACAZ (Décor Books, 2010)
460 imagens dos principais desenhos, objetos, instalações, performances e sites criados pelo artista multimídia

SAB 15 :: 11H :: CAFÉ COM LETRAS

PEDREGULHO
Registro das experiências e interferências artísticas junto à comunidade do Pedregulho conhecido como “Minhocão”, na zona portuária do Rio de Janeiro, realizadas pelo grupo ICC (Institutos Cidades Criativas), com arquitetos, urbanistas, pesquisadores, críticos de arte, historiadores

PICNIC URBANO

Domingo, 16 de maio. De 11 às 21 horas
Rua Paraíba com Rua Gonçalves Dias, em frente à Escola de Arquitetura da UFMG

Artistas, músicos, arquitetos, designers, vizinhos, passantes, todo mundo é bem vindo: duas ruas serão fechadas para o nosso Picnic.

Traga a toalha xadrez, seu lanche, a cadeira de praia, seu livro preferido, brinquedos, crianças, os amigos, os seus avós: a ideia é interagir, curtir, relaxar, conversar, participar das intervenções, dançar, o que você quiser.

INTERVENÇÕES URBANAS

As rotatórias criadas pelo Instituto Cidades Criativas (ICC), são divertidos e deliciosos espaços para você circular no meio de obras criadas por diferentes artistas durante o domingo inteiro:

CASA DAS VITAMINAS (Nydia Negromonte): ação-instalação que envolve extração e distribuição de sucos de frutas.

PISEAGRAMA (Árvores Portáteis): monte sua própria floresta: as árvores são móveis, pra você ficar na sombra e água fresca.

GIA: Grupo de Interferência Ambiental / (Caramujo): grupo formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e músicos apresentam suas divertidas intervenções.

MOM: Grupo Morar de Outras Maneiras / (Interface de Espacialidade): projeto participativo onde o público é convidado a construir e experimentar espaços em escala real, a partir de maquetes e modelos digitais

BAMBOLÊ DE FOGO (Liga Brasileira de Queimada): jogos de rua, para crianças e adultos: junte amigos e uma bola

MOBÍLIA INDISCIPLINADA: Adriano Mattos e Suportes Mobiliários: os curiosos resultados da oficina de marcenaria estarão disponíveis para quem quiser usar.

SHOWS

Palco montado em espaço público

17h Intervenção Sonora com Frederico Pessoa: sons possíveis, paisagens sonoras, fundos musicais inovadores

18h EMBOLEX
pioneiro no desenvolvimento do VJing no Brasil, apresentam-se com grandes nomes nacionais e internacionais. Atualmente desenvolvem um set video-musical composto como um mosaico colaborativo misturando estilos musicais e elementos culturais do mundo inteiro. Conhecidos e desconhecidos contribuem com o material bruto que se transformará num mashup audiovisual. Você pode participar. Envie cartões postais, fotos e vídeos para caixaprego@embolex.com.br . O resultado você vê ao vivo durante a performance.

19h30 MONDKOPF
GALAXY OF NOWHERE – eleito um dos melhores artistas do ano da revista francesa Les Inrocks. Mistura hip hop, tecno, dance floor, numa produção refinada – uma composição instintiva com partes introspectivas e partes descontroladas.

(Fonte: virgulaimagem.redezero.org)