Artistas promovem volta ao mundo através do desenho

Lisboa, Alemanha e Barcelona dentre os vários lugares retratados em todos os continentes

Texto por Thiago Ventura

Fotografia digital já virou moda acessível para quase todo mundo. Qualquer lugar ou evento é constantemente bombardeado por milhares por câmeras ou celulares. Na contramão dessa tendência, um grupo de artistas e entusiastas procura retratar o mundo de uma forma bem mais subjetiva e tradicional: pelo desenho. Trata-se do Urban Sketchers, uma comunidade de amantes dessa arte.

Tudo começou dentro do site de compartilhamento de fotos Flickr, com um grupo criado em 2007 pelo jornalista e ilustrador espanhol Gabriel Campanario. O objetivo era integrar artistas que faziam desenhos de cenas urbanas nos sketch books, aqueles caderninhos de anotações com ou sem pauta, ao redor do mundo.

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Desenhos de todos os cantos do planeta começaram a ser postados e ficou fácil conhecer o trabalho feito por artistas, arquitetos, designers ou qualquer outro entusiasta dos sketchs. O grupo cresceu, ganhou um blog e virou uma organização sem fins lucrativos. O objetivo é desenvolver o gosto pelo desenho com integração de artistas e técnicas. A ONG também organiza doações para projetos sociais.

Qualquer pessoa pode submeter seus desenhos no grupo, mas para centralizar a produção em vários pontos do globo, Campanario escolheu 100 correspondentes oficiais. São artistas de seis continentes que postam diariamente imagens de suas cidades e viagens. O Brasil conta com três correspondentes, todos em São Paulo: o ilustrador João Pinheiro, a artista plástica Juliana Russo e o arquiteto Eduardo Bajzek.

Dê uma volta pelo mundo do desenho!

O Urban Sketchers propõe uma interessante forma de descobrir o mundo através dos desenhos de artistas que conhecem detalhes que muitas vezes passam despercebidos por olhares não tão atentos. Lisboa, Istambul, Bangkok… cidades ao redor do globo são representadas em desenhos que variam de estilos e formas, segundo cada autor.

“É um retorno a uma visão mais pessoal. A fotografia ficou um pouco saturada, perde um pouco do humano. O desenho traz mais isso”, afirma João Pinheiro, um dos correspondentes no Brasil. O ilustrador foi convidado a participar do Urban Sketchers em novembro de 2008 após ter seu trabalho descoberto no site Diário Gráfico e desde então não parou de contribuir para a comunidade.

“Foi minha grande escola, um grande aprendizado. Hoje meu trabalho pessoal é feito quase em torno do caderno. Antes procurava em apresentar um trabalho final, mas com os comentários de outros membros, passei a achar a espontaneidade do esboço legal. Tento levar essa espontaneidade do desenho de caderno para a ilustração”, conta.

João Pinheiro/Divulgação
Casarão na Vila Mariana, em SP, por João Pinheiro

A exibição mundial dos trabalhos também reflete em novos contatos profissionais. Pinheiro destaca que já recebeu propostas de trabalho a partir da divulgação de seus desenhos no site. “Você publica um trabalho e em pouco tempo já tem comentário. Você fica mais visto. Não tem sentido em fazer cultura se não tiver público”, completa.

Técnicas e encontro brasileiro

Os desenhos divulgados pelo Urban Sketchers possuem os mais variados estilos, desde representações bem próximas do real, até traços mais simbólicos. São trabalhos em preto e branco ou coloridos.

“Eu uso caneta nanquim e pincel basicamente. Trabalho com ilustração. Então sou obrigado a usar tablet e outras ferramentas, mas sempre tive apreço pelo desenho antigo, ao preto e branco. Acho que tem mais a ver com a minha visão de São Paulo”, define.

O grupo promoveu em novembro do ano passado o primeiro Simpósio Internacional de Urban Sketching, em Portland, nos Estados Unidos. O próximo será entre 23 e 26 de julho em Lisboa. Além disso, algumas flash mobs são organizados ao redor do mundo para encontros coletivos de desenho.

Artistas brasileiros que gostam do suporte também planejam criar uma espécie de “filial” do Urban Sketchers no país. “Ainda está só na ideia, mas estamos vendo a possibilidade de divulgar melhor os trabalhos de tantos artistas em São Paulo, Minas, pelo país”, diz Pinheiro.

Vídeo mostra o artista Rob Carey fazendo um desenho na Suíça:

Exposição com Thiago Ventura

Participei de um projeto muito legal com os músicos e produtores culturais Bob Tostes e o Marcelo Gaz: trata-se do Projeto Suspense, uma espécie de curta musical, inspirado no clima soturno e misterioso dos filmes de Hitchcock. É um CD de jazz, composto também de doze fotografias que retratam versos da canção. Uma das imagens é de minha autoria!
Segue o convite:

Arte com azulejos de papel

Exemplos de azulejos de papel do coletivo Poro

Por Thiago Ventura

Uma parede ricamente decorada com azulejos em estilo português colonial, ladeada por duas colunas ladrilhadas com motivos florais. No chão, uma faixa de azulejos de padrão geométrico, garantindo certa imponência ao lugar. O que poderia ser a descrição de um luxuoso ambiente de algum imóvel ou de uma mostra de decoração de alto padrão, na verdade trata-se de uma casa abandonada nos subúrbios de Belo Horizonte.

É o que propõe o projeto “Azulejos de Papel”, produzido pelo grupo Poro – intervenções urbanas e ações efêmeras. O material é simples. São imagens de azulejos impressas em papel-jornal em tamanho natural: 15×15 centímetros. Os artistas colam as peças em muros de casas e lotes abandonados, dando uma nova leitura da cidade.

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O trabalho é desenvolvido pela dupla criadora do Poro, Marcelo Terça-Nada! e Brígida Campbell. “Nós não cobrimos a fachada inteira. Nós criamos alguns desenhos, parecendo que ela tivesse tido todos aqueles azulejos e que com o tempo foi perdendo”, descreve Marcelo.

Terça-Nada! explica como funcionam as intervenções urbanas:

Desde 2002 a dupla realiza diversos projetos de intervenções artísticas e participaram de eventos em Minas e pelo Brasil. Em Belo Horizonte, o Poro já marcou presença no Verão Arte Contemporânea, FIT, Comida di Buteco, dentre várias outras atividades.

“Como a intervenção está na cidade, as pessoas se deparam com a arte no cotidiano delas. Não é preciso ir a um espaço institucional para ter uma experiência artística: ela se depara com uma situação. Nisso é possível gerar um deslocamento, uma reflexão e fazer as pessoas voltaram e perceber a cidade e ver o que é possível para que ela se torne mais humana, mais criativa”, esclarece.

Confira o site do Poro

A história dos azulejos começou em 2008, num registro fotográfico dos ladrilhos em várias cidades. Eles viram nas peças um rico imaginário popular, seja em São Luís ou em Belo Horizonte, o que foi definido como uma investigação urbana. “Começamos a fazer instalação dos azulejos em casas abandonadas, criando uma relação entre o abandono da casa e essa situação do azulejo, de ser um elemento da arquitetura que está desaparecendo”, explica Marcelo.

Obra aberta

A intervenção dos artistas não fica restrita apenas em Belo Horizonte e os azulejos são até mesmo “exportados”. As peças já foram instaladas em Montreal, Lisboa e Buenos Aires, além de vários estados brasileiros. A arte dos azulejos  é disponibilizada gratuitamente pelo Poro e as pessoas mandam fotos mostrando como ficou a instalação, seja em casa, na rua ou em qualquer ambiente.

Artista conta um exemplo de uso dos azulejos:

“É uma obra aberta. Inclusive teve professores que dão aulas em escolas infantis que usaram o trabalho como exercício para as crianças. O azulejos é um módulo e existem várias manterias de combinar esses módulos e criar padrões gráficos”, exemplifica. “Professores de Arquitetura já usaram para experimentar as aplicações dos azulejos”, completa Marcelo.

Os registros de aplicação dos azulejos de papel são divulgados no site do projeto. A obra também é utilizada durante eventos culturais que a dupla participa.

Próximos trabalhos

O Poro prepara um livro sobre os dez anos de atividade da dupla. Além dos Azulejos de Papel, os artistas já desenvolveram diversos trabalhos, como “Enxurradas de Letras”, com palavras saindo de canos de água e o “Jardins de Celofane”, com flores de papel ornando praças sem grama em pontos espalhados pela cidade.

Segundo Marcelo Terça-Nada!, o grupo participará, em outubro, de um encontro no espaço Oi Futuro sobre arte e novos territórios. “Vamos apresentar um trabalho inédito e surpresa”, promete. (Thiago Ventura/Portal Uai)

Fotógrafa registra seres mais antigos do planeta

llareta, uma espécie aparentada da salsinha encontrada no deserto do Atacama

Do Deserto do Atacama, no Chile, ao Japão e Groenlândia, passando por paisagens submarinas na ilha de Tobago, a fotógrafa americana Rachel Sussman roda o mundo desde 2004 atrás de seres e organismos que, segundo ela, são os mais antigos do planeta.

O projeto começou com uma viagem de Sussman para registrar uma árvore que teria cerca de 2,2 mil anos, na ilha de Yokushima, no Japão. A partir daí, ela teve a ideia de catalogar espécies por sua longevidade.

“Os seres vivos mais antigos do mundo” (The Oldest Living Things, no título original) se transformou em uma exposição itinerante que também gira o mundo.

Sussman estabeleceu dois critérios para a escolha dos seres a serem fotografados: idade igual ou superior a 2 mil anos e vida ininterrupta durante este período.

O que começou como uma curiosidade da fotógrafa acabou virando um trabalho sério, com cientistas contactando-a para dar dicas sobre seres milenares.

Veja mais fotos da exposição

Foi assim que ela chegou até a Llareta, no deserto de Atacama, uma espécie aparentada da salsinha que parece um tumor ou uma pedra verde brotando do solo.

Em uma viagem à Namíbia, Sussman clicou a planta welwitschia, uma espécie de árvore que só dá duas folhas e teria mais de 2 mil anos.

Exposta às violentas tempestades de areia do deserto, essas folhas são cortadas e acabam parecendo um emaranhado de fitas verdes.

O projeto levou Sussman ao Instituto Niels Bohr, em Copenhague, na Dinamarca, onde ela fotografou um grupo de actinobactérias que teria nada menos que meio milhão de anos e foi encontrado no solo congelado da Sibéria.

As informações são da BBC Brasil

Mostra na Tate Modern traça história do voyerismo

Weegee / International Center of Photography / Getty Images

Fotografia do grande Weegee

Uma exposição na conceituada galeria Tate Modern em Londres mostra como os avanços da tecnologia mudaram a forma como satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros. Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera (Exposto: Voyeurismo, Vigilância e a Câmera) é o nome da exposição, que apresenta 250 fotos ou vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem.

As imagens datam do fim do século 19 aos dias atuais. Naquela época, não havia lentes poderosas nem celulares com câmeras, o que obrigava os “voyeurs” a tirar fotos secretas com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos.

Veja mais fotos da exposição

Uma exposição na conceituada galeria Tate Modern em Londres mostra como os avanços da tecnologia mudaram a forma como satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros. Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera (Exposto: Voyeurismo, Vigilância e a Câmera) é o nome da exposição, que apresenta 250 fotos ou vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem.

As imagens datam do fim do século 19 aos dias atuais. Naquela época, não havia lentes poderosas nem celulares com câmeras, o que obrigava os “voyeurs” a tirar fotos secretas com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos.

Texto: BBC Brasil
Fonte: Divirta-se

BH in Love – exposição de vestidos de noiva com grandes fotógrafos de casamento

Foto de Vinícius Matos

Foto: Vinícius Matos

Entre os dias 17 e 30 de maio, com curadoria de Zuza Nacif, o Pátio Savassi apresenta a exposição “BH in Love”, com as dez principais grifes de moda e acessórios para noivas de Minas Gerais e as mais fortes tendências do mercado internacional.

Um dos grandes destaques da exposição será uma réplica do vestido de noiva de Grace Kelly, feita pelo estilista Ricardo Melo. As fotos deste vestido, feitas por Cristina Lima, também estarão na mostra.

Para Rejane Duarte, gerente de Marketing do Pátio Savassi, a proposta do projeto é a de aproximar o público do que há de bom gosto no segmento. Além de Ricardo Melo, estarão no evento as marcas Idea Sposa, Poizon, Patrícia Nascimento, Danielle Benício, Giulliano Oliva, Organza, Bouquet Tetê Rezende, Marília Pitta e Pedro Muraro.

Foto de  Márcia Charnizon

Foto: Márcia Charnizon

“Casamento é um momento único para os noivos e familiares, e cada vez mais, tem se investido em fotógrafos com olhares singulares para registrarem de maneira poética toda a atmosfera de amor, carinho, expectativa, sonhos e desejos”, avalia Zuza Nacif.

A mostra “BH in Love” trará para os corredores do Pátio Savassi as obras de renomados fotógrafos como Márcia Charnizon, uma das mais prestigiadas fotógrafas de casamento. Em 2009, um de seus trabalhos ganhou o 2º lugar no prêmio PX3, em Paris, e, este ano, entrou para a galeria de vencedores do concurso da Revista PDM, publicação mais conceituada do setor.

Márcia vai expor quatro fotos, de acordo com ela, lúdicas e divertidas. “Os casamentos sempre tem um recorte poético e é exatamente isso que quero mostrar. Minha intenção é confundir as pessoas que virem as fotos. Quero que elas fiquem na dúvida se a imagem é posada ou é real, se é uma noiva de verdade ou se é modelo”, destaca a fotógrafa.

Vinicius Matos, da La Foto, será outro profissional a expor seu trabalho. Considerado como o fotógrafo de casamento número um do mundo pelo International Society of Wedding Photographers – ISWP, a mais importante associação mundial do segmento, Vinícius alcançou o topo da lista mais cobiçada do planeta, sendo o único brasileiro no top 20 do mundo, segundo o ISWP.

Texto de Henrique Ribas
Fonte: http://www.escoladeimagem.com.br/blog

Foto de Vinícius Matos

Foto de Vinícius Matos

Fotógrafo de 92 anos é homenageado em Minas

Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"

Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"

O sorriso feliz é de quem está perto de uma grande amiga, daquelas que acompanharam momentos de pura emoção em várias etapas da vida – noite e dia, sob sol ou chuva. Com total intimidade, o fotógrafo Assis Alves Horta, de 92 anos, regula o diafragma da primeira máquina de estúdio que comprou, em 1936, a francesa da marca Gilles-Faller, e diz, orgulhoso, que o pano escuro para impedir a entrada de luz é original de fábrica.

Para mostrar a importância da peça na trajetória pessoal e profissional, o mineiro de Diamantina a colocou num lugar de destaque na sala da sua casa, no Bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte, cidade onde vive com a família há 35 anos. “Fotografia é arte gostosa, eterna, uma lembrança que fica para sempre”, conta, ao lado da mulher ,Maria Monteiro Horta, de 92, com quem está casado há 68 anos.

A sala ainda reserva muito espaço para fotografias em preto e branco e coloridas feitas por Assis, que, com o seu trabalho, se tornou um dos maiores defensores do patrimônio cultural de Minas. Durante sete décadas ele percorreu as cidades históricas, a começar pela sua Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, documentando tudo o que fosse relevante e estivesse na mira: imagens sacras, casarões, interior e fachada de igrejas, ruas e praças, cerimônias religiosas, num total de 60 mil registros.

Por isso mesmo, acaba de receber homenagens e reconhecimento do Ministério Público Estadual, via Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), que ainda promoveu pequena mostra de fotografias e equipamentos, encerrada na sexta-feira, na Procuradoria-Geral de Justiça, na capital.

Para quem não viu, resta a oportunidade de visitar o Museu do Diamante, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Diamantina, e ver a exposição permanente Diamantina 360 graus – sob o olhar de Assis Horta, convida a diretora da instituição, Lílian Oliveira. Para setembro, está prevista outra mostra na cidade, com o nome Festas e, desta vez, de caráter itinerante.

Na campanha de recuperação do acervo desaparecido de museus, igrejas, capelas e monumento mineiros, que completa sete anos e é integrada por diversos órgãos estaduais e federais, “seu” Assis, como é conhecido, tem papel de destaque. “Ele forneceu fotografias antigas e informações preciosas para abastecer o banco de dados sobre bens sacros furtados do estado.

Em fevereiro, nos cedeu três fotos inéditas, datadas de 1936 e em ângulos diferentes, retratando a imagem de Santana Mestra da igreja matriz do distrito de Inhaí, em Diamantina. A peça foi furtada em 1997 e está sendo procurada pelas autoridades”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do CPPC, Marcos Paulo de Souza Miranda.

Texto de Gustavo Werneck/Estado de Minas
Fonte: Portal Uai

Tiago Santana: mestre da composição

Tiago Santana

Outro dia, ao tentar enquadrar uma banca de verduras, com um personagem ao fundo num mercado de Belo Horizonte lembrei de um dos fotógrafos que mais admiro. É o xará Tiago Santana, cearense do Crato.

Assisti uma palestra com ele no projeto Foto em Pauta, do Eugênio Sávio, em maio de 2007. Tiago Santana é um mestre na composição. Vários pontos de atenção clicados com perfeição. Uma só foto conta três ou mais histórias, como se fossem várias imagens “juntadas” no Photoshop.

Fotógrafo independente desde 1989, trabalha com fotodocumentário para uma editora e já ganhou vários prêmios. Observar as imagens de Santana é oportunidade incrível de conferir o que o um olho sensível é capaz de captar.

Tiago SantanaTiago Santana

Tiago SantanaTiago Santana

Festa da Música reúne artistas consagrados e jovens talentos

O bruxo dos sons Hermeto Pascoal promete transformar o mundo em música absoluta

O bruxo dos sons Hermeto Pascoal promete transformar o mundo em música absoluta

Abra sua agenda e comece a reservar bastante espaço porque a quarta edição da Festa da Música está chegando. A partir do dia 28, serão 10 dias de shows gratuitos em 10 espaços de Belo Horizonte, num total de 50 atrações mineiras e de outros estados. Como de costume, o maior e mais democrático evento musical da cidade tem em sua extensa programação nomes de peso, como Hermeto Pascoal, Toninho Ferragutti, Juarez Moreira, Paulo Moura e Pau Brasil, e também jovens talentos, caso de Gabriel Grossi, Chico Pinheiro, Daniel Santiago e Dudu Braga. A realização é da Fundação Assis Chateaubriand.

Inspirada na Fête de la Musique, criada na França há 28 anos para celebrar a chegada do verão (quando os dias são mais longos por lá), a Festa da Música da capital mineira atraiu, em 2007, nada menos que 100 mil pessoas. O feito foi repetido no ano seguinte, mas ano passado, por causa da chuva (o evento foi realizado em outubro), o público caiu para 80 mil pessoas. “Este ano, nossa expectativa é atingir 120 mil pessoas, pois outono é estação de pouca chuva e temperatura amena”, estima Cristina Sabino, produtora executiva da Festa da Música.

Os novos espaços escolhidos para abrigar as apresentações são o CentoeQuatro (Praça da Estação), a Praça Tom Jobim (Santa Efigênia) e Feira Modelo (Rua Araguari, entre Matias Cardoso e Rodrigues Caldas, no Santo Agostinho). Além deles, estão as praças do Papa, JK, Diogo de Vasconcelos, da Liberdade, Nova da Pampulha e de Santa Tereza, o Museu de Artes e Ofícios, Teatro Alterosa e Parque Municipal. “Uma das preocupações foi privilegiar a escolha de espaços que atendam as necessidades de portadores de deficiência e idosos”, acrescenta Cristina.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA 4ª EDIÇÃO DA FESTA DA MÚSICA

“Este ano, realizaremos apenas pequenos ajustes para atender a demanda do público, que sempre nos envia sugestões e opiniões sobre o projeto. Distribuímos as atrações de forma menos concentrada, permitindo que as pessoas possam assistir mais de um espetáculo por dia”, conta. Em alguns momentos, como no primeiro sábado do evento, a programação começa na Praça Tom Jobim, no início da tarde, passa pelo Museu de Artes e Ofícios, e termina às 21h, na Praça do Papa, totalizando seis atrações.

O clarinetista Paulo Moura mostra que a boa arte instrumental vai da gafieira ao jazz

O clarinetista Paulo Moura mostra que a boa arte instrumental vai da gafieira ao jazz

A música instrumental continua ocupando maior espaço, embora vocais apareçam aqui e ali, caso do Vozes do Morro; Tulião Mourão e Titane; Tizumba e Cortejo Tambor Mineiro; e da Banda do Síndico, que reúne músicos que tocaram com Tim Maia, para interpretar os sucessos dele ora em formato instrumental, ora com o cantor Bruno Maia. “Ele não é parente do Tim. Escolhemos pelo timbre de voz ser parecido e por ser alegre no palco e fã dessa música. Tim Maia gostava muito de música instrumental, pois veio da escola norte-americana, ouvia muito jazz, muito funk”, conta Silvério Pontes, integrante da Banda do Síndico.

No gogó

E por falar em voz, o alagoano Hermeto Pascoal, uma das principais atrações da Festa da Música, manda aviso ao público interessado em conferir seu show: “O pessoal tem de esquentar o gogó antes de sair de casa”. É que o show que ele apresentará com seu grupo (a mulher, Aline, e o filho, Fábio, fazem parte) inclui vários momentos de improviso vocal e interação com o público. Para não fazer feio na hora, ele recomenda gargarejar com uma mistura de água morna, limão, vinagre e um pouquinho de sal. O músico diz que repertório e arranjos podem sofrer alterações até mesmo quando já estiver no palco, mas garante para sua apresentação, dia 30, músicas como Os gritos, Irmãos latinos e Tamancos e pilão.

Já o cavaquinista Ausier Vinicius, veterano do choro na cidade, sabe exatamente o que vai mostrar para o público. “Desde ano passado, eu e meu grupo estamos fazendo apresentações em homenagem a Waldir Azevedo. Fiz resgate de baiões, boleros e um punhados de frevos dele que ninguém conhece”, conta. Fundador do Pedacinhos do Céu, reduto do choro inaugurado em 1996, ele se apresenta constantemente no local acompanhado por grupo que leva o nome da casa. Os mesmos músicos estarão com ele no show do dia 29, quando receberá no palco convidado de Uberaba, o também cavaquinista Fausto Reis, especialista na obra de Waldir.

Texto de Eduardo Tristão Girão
Fonte: Divirta-se

Bienal do Livro

José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, aposta no aumento do público

José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, aposta no aumento do público

Evento no Expominas espera atrair 250 mil visitantes até o dia 23 de maio em Belo Horizonte

Uma programação rica e diversificada, com livros de todos os gêneros e para todo os gostos foi preparada para receber os cerca de 250 mil visitantes que estão sendo esperados no Expominas, de hoje ao dia 23, quando será realizada a segunda edição da Bienal do Livro de Minas. Promovida pela Câmara Mineira do Livro, em parceria com a Fagga Eventos, este ano a bienal contará com número ampliado de sessões no Café literário, no qual estarão presentes – para falar sobre suas obras e seu processo criativo – nomes conhecidos da literatura brasileira, como Rubem Alves, Frei Betto, Zuenir Ventura, Alberto Mussa, Menalton Braff, Ignácio de Loyola Brandão e Ruy Castro.

A Arena jovem, espaço descontraído dedicado ao público infanto-juvenil, receberá escritores e personalidades de diferentes áreas – artistas, músicos, jornalistas e educadores –, para conversar com adolescentes e jovens sobre comportamento, educação, redes sociais, futebol, música e outros temas. Entre os presentes, Marcelino Freire, Fernando Brant, Elizete Lisboa e Gisele Nogueira.

CONFIRA OS DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Novidade na bienal, que este ano homenageia o escritor Rosário Fusco, de Cataguases, pelo centenário de seu nascimento, será o Circo das letras, no qual os visitantes terão contato direto com o universo dos livros. Haverá também a Goleada literária, com palestras feitas por jogadores e técnicos de futebol e lançamento de livros sobre o tema. O evento tem inspiração na Copa do Mundo, que começa em junho, na África do Sul. No Auditório José Mindlin, entre outros eventos, haverá a sessão sobre o tema “O que é qualidade em literatura infanto-juvenil?. Com a palavra, escritores, ilustradores e educadores”. Confirmaram sua participação Bartolomeu Campos Queirós, Leo Cunha, Marilda Castanha e Rosa Helena Mendonça.

Guiomar de Grammont avisa que o objetivo é atrair cada vez mais gente de todas as idadesCELEBRAÇÃO

A curadora da bienal, escritora e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Guiomar de Grammont, afirma que, este ano, além de terem diversificado a programação, eles procuraram oferecer ao público vasto leque de opções. “Queremos atrair cada vez mais pessoas de todas as idades e classes sociais para as bienais, e tenho certeza de que alcançaremos nosso objetivo. Também fizemos questão de prestigiar escritores mineiros que moram em Minas, e vários deles estarão participando do Café literário, da Arena jovem e lançando seus livros, numa interação direta com o público”, disse Guiomar.

Entre eles, confirmaram presença autores como Leida Reis, Christiane Tassis, Pedro Maciel, Luis Giffoni, Jaime Prado Gouvêa e Angela-Lago. Para José de Alencar Mayrink, presidente da Câmara Mineira do Livro, se a primeira bienal foi um sucesso, a segunda será ainda mais concorrida, inclusive com um número muito maior de visitantes. “Tudo foi preparado com muito carinho, trabalhamos com afinco e tenho certeza de que todos se sentirão à vontade nessa festa de celebração aos livros e à cultura”, disse.

Foram investidos no evento R$ 3,6 milhões, 25% a mais que em 2008. Aproximadamente 90 autores deverão passar pela Arena jovem e pelo Café literário, que, hoje, na abertura, às 12h30, terá sessão intitulada Amigos para sempre, em homenagem o ex-presidente Tancredo Neves, pelo centenário do seu nascimento.

PRAÇA MULTIMÍDIA

Os veículos dos Diários Associados estarão presentes na Bienal do Livro com uma praça multimídia no Expominas. O local, também ponto de descanso para quem passar pelo evento, terá banca com típico jornaleiro, com os jornais Estado de Minas e Aqui do dia e as revistas Ragga e Hit para degustação do visitante. A trilha sonora do espaço tocará o bom gosto da Guarani FM. A TV Alterosa também marca presença na praça com seus programas. Quiosques com computadores conectados no portal Uai e nos portais de Classificados Vrum (automóveis), Lugar Certo (imóveis) e Admite-se (empregos) estarão à disposição do público para navegação.

BIENAL DO LIVRO
De 14 a 23 de maio no Expominas, Avenida Amazonas, 6.030, Bairro Gameleira. Horário de funcionamento: sexta, das 12h às 22h; sábado e domingo, das 10h às 22h; de 17 a 21, das 9h às 22h; dias 22 e 23, das 10 às 22h. Ingressos: de segunda a sexta, R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada); sábados e domingos, R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Estudantes devem apresentar documento de identificação estudantil com data de validade (se não houve a data, é necessário outro documento que comprove a matrícula ou freqüência, junto com identidade). Idosos devem apresentar identidade. Menores de 1m não pagam. Acesso: O Expominas é ligado diretamente à estação Gameleira do Metrô de BH. Confira os ônibus que dão acesso ao local no site: www.bienaldolivrominas.com.br. Estacionamento: veículos, R$ 15; motos, R$ 7,50; ônibus, R$ 45.

Fonte: Divirta-se